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A GAJA!

Há uma Gaja a dar que falar no Facebook. 
Chama-se A Gaja... diz que é solteirona e tem 30 anos (rapazes, alinhem-se!).
Esta Gaja é divertida, gosta de provocar reações, tem um sentido de humor apurado e nenhuma vergonha na cara quando assume posições. 
Eu cá gosto de Gajas assim! Sim, já deve ter percebido que "Gaja" é a palavra que mais vai ler por aqui mas a história vai mais longe!
Há muito para descobrir sobre esta Gaja que tanto recorda os famosos Jantares de Grupo da Faculdade com uma ironia e verdade incomparáveis, como está colada à televisão a comentar a Casa dos Segredos, aliás, qualquer informação e partilha é pertinente e dá azo a umas boas gargalhadas! O segredo está na irreverência da personagem, na escolha dos temas, na excelente escrita e genialidade (sim, porque isto de ser Gaja não é para todos a meu ver) de quem o faz! 


Mas quem escreve afinal em nome d` A Gaja?

A Raquel Costa é "jornalista e tem 31 anos!", escreve a própria. 
Pouco mais irei adiantar porque o melhor é descobrirem por vocês.
Eu conheço-a já lá vão uns anos, cruzamo-nos por aí em trabalho mas descobri agora esta nova faceta da Raquel.

E só posso dizer.. És uma gaja do caraças!





TCUP- Quem é esta Gaja? De onde veio e para onde vai?
Raquel Costa- A Gaja é uma personagem que nasceu há três anos. Se tivesse de fazer um BI d’A Gaja, seria qualquer coisa como: mulher, 30 anos, solteira, independente, em busca de respostas para as grandes questões filosóficas e com um sentido do humor do catano. Ah, e diz bué asneiras. E diz ‘bué’ também.

TCUP- E podemos saber quem é a Raquel Costa, a mulher que dá vida a esta personagem?
RC- Sou jornalista e tenho 31 anos!

TCUP- Porque decidiste criar esta personagem fictícia? Funciona como um alter-ego?
RC- Eu escrevo desde os 16 anos. Tive um blogue, no qual escrevi regularmente durante sete anos. Depois, quando comecei a trabalhar, o meu mind set alterou-se e deixei de achar interessante continuar a manter um diário com um estilo tão confessional (e, admito, algo deprimente… era muito naquela onda ‘oh coitadinha de mim, ninguém me quer!’. Enfim, vivendo e aprendendo). 
Há cerca de três anos, com os 30 a aproximarem-se, a ideia de voltar a escrever online regressou. Achei que já tinha experiência (de vida e de escrita) suficiente para dizer alguma coisa ao mundo. Há um ano, comecei a analisar o panorama dos blogues femininos e cheguei à conclusão que eu não me identificava com nenhum. Não perco tempo a ler sobre roupa, sapatos, perfumes e maquilhagem… são assuntos que não me dizem nada. Como não tenho filhos nem sou casada, os blogues sobre bebés & famílias também me passam ao lado. Comecei a pensar que, tal como eu, devia haver mais gente que não se identificava com esses conteúdos. Então cheguei a conclusão óbvia: se não há, cria-se! E foi isso que aconteceu! Ainda me debati algum tempo com o nome “gaja” (porque sei que algumas pessoas consideram o termo pejorativo) mas decidi mantê-lo. É uma palavra curta. Diz o que é.




TCUP- Onde é que vocês se aproximam e se afastam?
RC- Acho que A Gaja é uma versão apimentada de mim. Não deixo de ser eu, com o meu sistema de crenças… mas sem filtro. Na “vida real” não sou tão assim! Ser A Gaja todos os dias seria demasiado cansativo.

TCUP- A Gaja gosta de colocar os pontos nos I`s? E tu?
RC- Mais do que colocar os pontos nos ‘i’, acho que A Gaja gosta de provocar reações. É divertido ver como as pessoas se mobilizam nos comentários e discutem entre si (e comigo!) determinados temas. Mais do que colocarem um simples ‘gosto’, as pessoas que seguem A Gaja participam ativamente na discussão, enervam-se, às vezes insultam-se… mas, ao fim do dia, a malta acaba sempre por dar uma gargalhada e esquecer o assunto (pelo menos espero que seja isso que acontece!). Se eu gosto de colocar os pontos nos ‘i’? Às vezes convém conjugar assertividade com diplomacia. Estou a aprender essa técnica!

TCUP- Toda e qualquer temática pode ser lida e abordada na página de Facebook da A Gaja?
RC- A ideia é essa. Embora a premissa da página fosse ser uma abordagem divertida e sarcástica sobre relacionamentos, fui alargando o leque de temas, desde o futebol até à política, passando pelo comentário televisivo. O que tento (embora nem sempre consiga) é ser positiva. Evito, sempre que posso, práticas fáceis, como comentários depreciativos sobre pessoas, ou enviar indiretas a alguém através da página. Primeiro, porque acho que o mundo já tem demasiada má energia. Segundo, porque os problemas têm de ser resolvidos no mundo real. E o Facebook NÃO É o mundo real.



TCUP- 25.000 pessoas gostam da personagem, de ler o que ela escreve (ou o que tu escreves). Estavas preparada para tanto número?
RC- 28 800 (ihihihihi!). Honestamente? Nunca pensei em números. Achava que estava a fazer algo com potencial, mas nunca balizei um objetivo. Ah, tenho um objetivo: divertir-me. Quando fazer A Gaja deixar de ser divertido, reformo-a. (Neste momento são já quase 30.000 os fãs da A Gaja!)

TCUP- Se A Gaja saltasse para a realidade onde é que ela viveria? Qual o prato preferido e o spot para sair à noite depois do jantar? Que estilo de música ouviria? E qual a peça de roupa preferida? Que profissão teria?
RC- Ui!!!! Estas perguntas são terríveis!! Se A Gaja fosse real… penso que viveria no Porto (ninguém em Lisboa diz tantas asneiras como ela!). O prato preferido dela seria qualquer coisa bastante substancial e simples… como um frango de churrasco cheio de picante, acompanhado de batatas fritas caseiras e uma mega salada de alface e tomate! Ah, e comido numa churrasqueira à séria, nada daquelas cenas manhosas compradas no take away do supermercado! Para sair à noite…. Possivelmente um bar com música em condições (uma mistura de Top 40 com êxitos dos anos 80 e 90, meio a sério, meio kitsch), mas num volume em que dê para a malta conversar.
A Gaja tem uns gostos musicais um bocado estranhos… tanto ouve Cinematic Orchestra (quando está numa onda mais romântica), como passa dias a ouvir hits dos One Direction e da Taylor Swift… só porque são porreiros para dançar enquanto está a limpar a casa! A peça de roupa favorita d’A Gaja seria, definitivamente, um camisolão estilo sweater, super confortável, para estar a ver séries no sofá e devorar um frasco de manteiga de amendoim. Não consigo decidir que profissão teria A Gaja… mas seria com certeza uma que lhe desse prazer… e também muito trabalho!



TCUP- Aposto que soltas umas boas gargalhadas. Onde acaba a Raquel e começa A Gaja?
RC- Sim! Às vezes pareço uma tolinha a escrever os textos… o pior é quando o faço no metro, a caminho do trabalho, e as pessoas à volta pensam que sou efetivamente louca (aproveito as viagens de casa-trabalho-casa para escrever e criar memes…). Quando estou a trabalhar, A Gaja fica remetida ao silêncio. Gosto de separar bem os dois mundos.

TCUP- Gostas de ser irónica, caustica e abanar as mentalidades?
RC- Gosto de provocar reações nas pessoas. Fazê-las pensar e questionar ideias que achavam ser inabaláveis. E gosto de fazer rir.

TCUP- Achas que corres o risco de A Gaja se tornar numa das maiores personalidades das redes sociais que diz aquilo que muitos pensam e poucos o podem dizer?
RC- Eu sou apenas uma miúda que escreve sobre aquilo que pensa e sente. Se há gente que se identifica com isso, porreiro! O que tiver de acontecer a seguir, surgirá naturalmente! Não traço objetivos de world domination. A vida é demasiado curta para perdermos tempo a estabelecer metas irreais. Fazer A Gaja dá-me prazer e satisfação pessoal. Isso é o mais importante.



As fotografias são do Jorge Amaral!

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TEASER





(Fotografias de Jorge Amaral)


Em breve no Close Up...

A história da "A Gaja"


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