THE WHITE







Em breve no Close Up...

It`s a Fairy Tale!



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CRUSH

Por definição um Crush é uma atracção, algo que nos esgama o sentimento de tão bom que é ou de tão bem que nos faz sentir. É também uma colisão, um encontro. O Crush da Rita Ferro Alvim é tudo isto e muito mais. Para mim, um verdadeiro talento, um disparar contínuo da máquina fotográfica que congela tantos momentos, pessoas, idades, vidas.
E tenho a certeza que todos aqueles que se deixam captar pela lente da Rita se sentem especiais e guardam  com carinho estes encontros. Prova disso são as fotografias que ganham número e os dias que perdem horas, tudo devido ao Crush Fotografia que pode conhecer agora!
Mãe, Jornalista, com um livro editado e "fotógrafa", não há mãos a medir! No final a Rita diz "Sempre que tenho de escrever qualquer coisa sobre as minhas fotos ponho a palavra fotógrafa entre aspas. E é isso que sou. Porque não sou uma fotógrafa de formação, mas e apenas de coração. Não tenho vergonha destas aspas. Prefiro sempre ser verdadeira!".
Com ou sem formação, existe dedicação, talento, muita luz e belíssimos enquadramentos. Amor e Verdade é o que se sente quando passamos os olhos pelas fotografias do Crush. E eu também não tenho vergonha de dizer que a Rita é uma grande Fotógrafa!






TCUP- Como nasce este Crush pela fotografia?

Rita Ferro Alvim- De forma mais consciente, quando comecei a fotografar os meus filhos. Há aquela necessidade de querermos congelar momentos, de registar todas as fases e assim foi. Comecei com o telemóvel e recebia elogios. Agora olho e vejo a falta de qualidade(risos). Mas depois tive uma máquina das automáticas que era boa e melhorei muito. Comecei a tentar outras coisas. Até comprar a primeira câmara manual. Não fotografava totalmente manual, mas foi ela quem me trouxe o bichinho para algo mais. E também deixei de ter vergonha de dizer que gostava de fotografia. Continuo super amadora em termos de terminologias, técnicas… (devias ver quando começam a falar comigo de máquinas e lentes…) mas quero que isto continue a ser uma paixão e não uma obrigação. Mas claro, também tive um ano de fotografia na faculdade com os Carlos Ramos, mas era mais sobre a câmara escura (os primórdios da fotografia), trabalho em televisão e tenho umas noções de imagem, fazia produções para a Revista Caras e andava sempre a "cuscar" o que faziam os fotógrafos.

TCUP- O que é para ti fotografar?
RFA- É um escape mais criativo, é tentar mostrar o meu olhar, é captar o espontâneo… Mas nada muito pensado ou elaborado. Eu gosto de fotografar sem pensar. Parece que o tempo pára e estou para ali a vê-lo passar… 

TCUP- E fotografar o quê?
RFA- Sempre famílias, crianças, crianças, crianças… A sua dinâmica familiar. Os bonecos que preferem, o animal de estimação, os pais, os avós, quando andam á roda nas mãos dos pais, quando dão aquele abraço apertado à mãe (ou vice-versa), quando quase me torno invisível e aquilo se passa como se eu não estivesse. Até as birras. Tenho mil fotos dos meus filhos no auge da birra. 




TCUP- A máquina anda sempre contigo?
RFA- Agora já não. (Infelizmente é isto que se perde quando se torna um trabalho.) Para começar, já é muito maior e, claro, mais cara. Depois porque fotografo muito mais e dantes, quando era este o meu lazer, agora é não a levar. Mas tento, porque afinal o que sempre quis foi fotografar os meus filhos e um dia eles amarem ver a sua infância. E tiro-lhes pelo menos uma por semana. È incrível depois ver esse ano que passou. O tamanho quando começaram e depois o tamanhão quando chega ao fim. Muito giro!

TCUP- Os teus filhos são as tuas cobaias?
RFA- Completamente. Eles acham que a minha segunda cara é uma câmara. Às vezes falam comigo tão perto dela que parece que nem existe. Eles não se importam, até gostam e pedem para fotografar este penteado, ou aquele salto. Muita gente diz que as minhas melhores fotos são as deles. Talvez porque são completamente feitas com o coração, e porque tenho mais tempo para essas.

(os filhos!!)


TCUP- O que podemos encontrar na Crush?
RFA- Famílias. Momentos. E amor. É pelo menos isso que quero oferecer a quem me pede uma sessão.

TCUP- Um talento que mudou a tua vida?
RFA- Completamente! Nunca foi planeado, nem reflectido, simplesmente, aconteceu.
As  minhas amigas pediam-me fotos com os filhos, depois amigas de amigas, depois já estava a gastar imenso dinheiro a fotografar famílias que não conhecia. Quando dei por mim não tinha tempo nem dinheiro nem capacidade para ser só assim uma paixão. Quase como tudo na minha vida. Nunca faço nada muito planeado. Quando dou por mim, estou casada, com dois filhos, um cão, um livro e uma paixão que se tornou num segundo trabalho. É preciso ter cuidado comigo… (risos)!

TCUP- Como é a vida de fotógrafa/jornalista/mãe/mulher?
RFA- É uma loucura. Acho que já nem durmo. Entro na SIC às 6h30, por isso tenho de acordar às 5h30 todos os dias. Depois quando saio aproveito para ir ao supermercado, ou tratar daquelas coisas que é mais complicado com filhos atrás e passear o cão. Neste espaço de tempo às vezes tenho sessões. Depois vou buscá-los e levo-os à praia, aos baloiços, ao campo. Vou para casa, faço jantares, dou jantares e… ou me sento e morro, ou vou editar sessões até à 1 da manhã… No dia seguinte, acordo às 5h30, and so on… (ufa, digo eu!)



TCUP- Eternizar momentos… para onde te leva esta sensação?
RFA- Acho que a fotografia é o objecto que mais nos oferece nesta vida. Quando sorrimos a recordar aquele momento, quando pensamos naquela pessoa que já não está, quando matamos saudades. É incrível. Não há nada assim… Só os vídeos. Mas os vídeos contam demais, eu acho. A fotografia deixa aquele mistério no ar e aqueles segredos escondidos. E claro quando se tem filhos, voltar para trás e lembrarmo-nos do que passou é mesmo mágico.

TCUP- Já são tantas as famílias, barrigas, crianças… o que guardas das pessoas que fotografas?
RFA- É tão giro porque fico mesmo com uma sensação quase de pertença. Naqueles minutos elas permitem que entremos por ali a dentro, pelas vidas, pela intimidade e, por isso, acho que posso dizer que fica uma relação especial. Um agradecimento pelo privilégio dessa entrega e dessa partilha. Às vezes fotografo a barriga, depois quando nasce, depois quando chega um irmão… Não há honra maior que esta responsabilidade.



TCUP- Para quando um novo livro com fotografias tuas? 
RFA- Talvez uma parceria, acho. Fotos minhas, mas livro de outra pessoa. Na verdade já não tenho muito tempo mas, quem sabe…

TCUP- Até onde gostarias de levar a tua faceta de fotógrafa?
RFA- A lado nenhum.  Quero ficar assim. Onde estou. A sério. Não quero mais dela. Quero exactamente isto que me dá. Quero claro ser melhor, evoluir, ir mais além até porque a fotografia não é nunca algo estático. Está sempre a mostrar-nos um caminho melhor, ou o nosso caminho. Mas quero continuar a fotografar aqueles momentos irrepetíveis em família e ouvir dizer que era mesmo o que queriam, e que lhes captei a essência.

TCUP- Existem mais “crushs” escondidos por ai?
RFA- Mais vale não responder a isto porque, se me perguntasses há uns tempos se eu ia ter um livro, ou se iria algum dia ser fotógrafa, acho que me partia a rir. Por isso, deixa ver. Gostava de estar sempre ligada a crianças. Quem sabe um dia não vire educadora de infância, ou abra uma escola verde cheia de árvores e gargalhadas. Never say never!


Obrigada, Rita!
Adorei as tuas palavras!
Um agradecimento aos teus filhos por invadirem o Close Up e às tuas famílias, crianças, barrigas que levas contigo na máquina!

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JEREMY SCOTT







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